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MAIO - mês da Neurofibromatose - Entrevista 03

Em prosseguimento a divulgação de informações sobre neurofibromatose no mês de maio, esta semana divulgamos as questões elaboradas para Dra. Karin Gonçalves, Pós-doutorada no laboratório de Neurofibratose  da Harvard University, Doutora e mestre em Patologia Oral, pela Universidade Federal Fluminense e coordenadora do centro de estudos em Neurofibromatose na mesma universidade.

A Dra. Karin participou do primeiro evento da AMAVI realizado no clube ASBAC, em Brasília, no dia 26/02/2011. O seu constante apoio e dedicação é motivo de muita alegria para tod@s amavian@s.

As questões da Dra. Karin estão direcionadas para divulgação das pesquisas em NF no Brasil e no mundo. Com certeza é uma fonte de informação importante para tod@s que se interessam pelo assunto.

 

A: Como está o desenvolvimento da pesquisa da Neurofibromatose no mundo?

 

K: Vários grupos de pesquisadores têm estudado as Neurofibromatoses (NF) por todo o mundo.  O maior conhecimento atual das alterações moleculares e celulares das Neurofibromatoses 1 (NF1) e 2 (NF2), através das pesquisas básicas, têm permitido o desenvolvimento de ensaios clínicos (estudos de medicamentos em humanos), mas ainda há muito o que se aprender sobre estas síndromes. Os ensaios clínicos para tratamento das alterações das NF têm sido realizados há mais de 10 anos. Alguns medicamentos têm mostrado resultados promissores, mas ainda há a necessidade de mais estudos. Pesquisas têm sido realizadas com medicamentos para tratamento de manifestações da NF1 (dificuldade de aprendizado, neurofibromas plexiformes e cutâneos etc.) e da NF2 (como os schwannomas acústicos).  Para tratamento da Schwannomatose, ainda existe um caminho mais longo a ser percorrido, já que este tipo de NF foi descrito mais recentemente.

De forma que pudéssemos divulgar a pesquisa na NF por todo o mundo, eu e o prof. Mauro Geller editamos um livro, que foi publicado neste ano, intitulado Advances in Neurofibromatosis Research (Avanços na Pesquisa na Neurofibromatose; Nova Publishers; EUA) voltado para pesquisadores e profissionais da área de saúde. Neste livro, contamos com a colaboração de pesquisadores do Brasil, Estados Unidos, Austrália, Áustria, França e Itália.

A: E no Brasil?

K: No Brasil, temos grupos de pesquisadores dedicados ao estudo da NF, como o nosso grupo (Núcleo de Estudo de Neurofibromatose – NENF;  Universidade Federal Fluminense - RJ), o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (coordenado pela Profa. Márcia Gonçalves e Prof. Mauro Geller), da Universidade Federal de Minas Gerais (coordenado pelos professores Luiz Oswaldo Rodrigues e Nilton de Rezende), da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto (Dr. Luiz Guilherme Darrigo), entre outros. Felizmente, temos observado um número crescente de pesquisadores aqui no Brasil com interesse no estudo da NF.

A: Conte um pouco sobre o seu trabalho de pesquisa no Rio de Janeiro.

K: Temos um grupo de pesquisa chamado Núcleo de Estudo de Neurofibromatose aqui na Universidade Federal Fluminense (UFF), o qual coordeno com a ajuda do prof. Mauro Geller. Trabalhamos em cooperação com o Centro Nacional de Neurofibromatose (RJ) e ainda contamos com a colaboração de pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - USP. Atualmente, temos sete pesquisadores no grupo aqui no RJ, além de oito estudantes, entre eles, alunos de iniciação científica, de mestrado e doutorado. Nossa pesquisa tem sido mais voltada para o estudo da influência hormonal no desenvolvimento dos neurofibromas e no estudo das alterações bucomaxilofaciais na NF1. Neste ano, vamos começar os estudos para identificação de mutações no gene NF1.

A: O grupo contém profissionais que não são médicos, correto?

K: Como as NF podem acometer vários sistemas orgânicos, existe a necessidade de uma equipe multidisciplinar no atendimento destes pacientes (médicos e cirurgiões-dentistas de várias especialidades, fonoaudiólogos, psicólogos etc.). Na pesquisa, além destes profissionais, outros podem estar envolvidos: biomédicos, biólogos, farmacêuticos etc. O nosso grupo de pesquisadores e colaboradores é hoje formado por médicos, cirurgiões-dentistas, biólogos e biomédicos. E cresce cada vez mais!

A: Se um profissional de saúde quiser participar do grupo no RJ, o que deve fazer?

K: Basta entrar em contato conosco através do meu e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ou através do Programa de Pós-Graduação em Patologia da UFF ( Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. ), ao qual é vinculado o nosso grupo de pesquisa: 2629-9128. Os indivíduos com NF que tenham interesse em participar e colaborar com nossas pesquisas também podem entrar em contato conosco.

A: Qual a mensagem que você transmite para os pais ou pessoas que convivem com a Neurofibromatose?

K: Embora ainda há muito o que estudar e apreender sobre as NF, existe grande esperança, com o avanço das pesquisas na área, de que surjam tratamentos efetivos para aqueles que convivem com a NF.

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